Pesquisa Aprovada pelo Edital do Fundo Municipal de Cultura
Fundação Cultural de Jaraguá do Sul
Organização: Alexsander Girardi, Fred Paiva e Maykon Junkes
Assistência na pesquisa de campo: Dandara Mendes, Roger Loss e Tiago Novo
Consultoria: Ana Paula Machado, Elisiana Kinas e Gilmar A. Moretti
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Introdução
Com base nas experiências de projetos culturais voltados a estudantes de Jaraguá do Sul, foi verificada a carência de informações para a promoção de eventos artísticos e culturais que atendam as necessidades e expectativas da faixa etária de 11 a 17 anos.
Comparado a oferta de espetáculos de teatro voltados ao público infantil e ao adulto, o teatro para adolescentes está em um nível muito abaixo no que se refere à quantidade de espetáculos, qualidade dos mesmos, variedade de temas e envolvimento de público.
Com isso, surge a idéia de ir a campo e ouvir dos próprios jovens o que eles fazem em suas horas livres e de lazer, o que eles gostariam de prestigiar e de que forma a informação pode chegar a eles.
Para uma eficiente abordagem dos jovens e correta análise dos dados coletados, o grupo de trabalho convidou a psicopedagoga Elisiana Kinas e a mestra em teatro pela UDESC Ana Paula Moretti Pavanello Machado para supervisionar o processo de pesquisa.
Para que todo o processo fosse registrado de uma forma correta, e assim pudesse servir como base de dados para futuros projetos semelhantes, foi realizado registro fotográfico e audiovisual onde o grupo contou com a supervisão do diretor de teatro e cineasta Gilmar A. Moretti.
O levantamento dos dados se deu conforme o seguinte plano de ações:
Pesquisa bibliográfica: verificar experiências no teatro voltado a juvenis em publicações brasileiras lançadas nos últimos 20 anos, e definir o perfil psicológico geral do público alvo através de discussões com a psicopedagoga e de pesquisa bibliográfica.
Definição do plano de pesquisa: propor um método de coleta de dados que tenha como meta a definição de:
Oferta: que espetáculos há na cidade voltados a juvenis e qual a periodicidade
Necessidades: o que precisam e que pode ser satisfeito pelo teatro;
Expectativas: que tipo de espetáculo desejam ter acesso;
Universo cultural: atividades de todos os tipos de arte as quais tem acesso.
Mídias: meios de comunicação utilizados e mais eficientes para divulgação
Método: formulação de um questionário de pesquisa.
Grupo de discussão inicial: Apresentar plano de pesquisa à pessoas envolvidas com juvenis e coletar suas sugestões e impressões. Foram convidados um coordenador pedagógico de escola pública e outro de escola privada, um professor de teatro, um diretor de teatro, um produtor cultural e um coordenador de projeto cultural voltados a juvenis
Método: Encontro de até 2 horas com resumo da pesquisa bibliográfica, apresentação do plano de pesquisa e discussão com participantes. Intermediação por parte de um dos coordenadores. Registro audiovisual para posterior documentário.
Adequação do plano de pesquisa: Baseado no resultado do encontro do grupo de discussão, revisar o questionário proposto.
Pesquisa de campo: Coletar dados conforme plano de pesquisa, abordando um mínimo de 500 estudantes de escolas selecionadas pelo grupo de discussão.
Método: Encontros com professores e profissionais e com alunos para discussão e preenchimento do questionário.
Relatório de pesquisa: Analisar os dados coletados, compara-los com relatórios anteriores e buscar atingir as metas da pesquisa.
Grupo de discussão final: apresentar aos mesmos participantes os resultados da coleta de dados.
Relatório final: revisar para distribuição em três formatos:
- Brochura trazendo resumo da pesquisa bibliográfica, dados estatísticos, descrição de experiências e análise dos resultados da pesquisa
- Artigo resumindo o projeto, enviado para veiculação na mídia local.
- Este website formato blog com o mesmo conteúdo desta publicação
Divulgação: disponibilização dos relatórios à Secretaria de Educação, Fundação Cultural, escolas públicas e privadas que atendam à faixa etária tema do projeto e a profissionais de artes cênicas da região.
Espera-se assim com a apresentação deste relatório de pesquisa fornecer informações sobre o público adolescente em Jaraguá do Sul, munindo grupos e escolas de teatro, diretores, atores e educadores com informações que permearão seus trabalhos futuros voltados a este público.
Comparado a oferta de espetáculos de teatro voltados ao público infantil e ao adulto, o teatro para adolescentes está em um nível muito abaixo no que se refere à quantidade de espetáculos, qualidade dos mesmos, variedade de temas e envolvimento de público.
Com isso, surge a idéia de ir a campo e ouvir dos próprios jovens o que eles fazem em suas horas livres e de lazer, o que eles gostariam de prestigiar e de que forma a informação pode chegar a eles.
Para uma eficiente abordagem dos jovens e correta análise dos dados coletados, o grupo de trabalho convidou a psicopedagoga Elisiana Kinas e a mestra em teatro pela UDESC Ana Paula Moretti Pavanello Machado para supervisionar o processo de pesquisa.
Para que todo o processo fosse registrado de uma forma correta, e assim pudesse servir como base de dados para futuros projetos semelhantes, foi realizado registro fotográfico e audiovisual onde o grupo contou com a supervisão do diretor de teatro e cineasta Gilmar A. Moretti.
O levantamento dos dados se deu conforme o seguinte plano de ações:
Pesquisa bibliográfica: verificar experiências no teatro voltado a juvenis em publicações brasileiras lançadas nos últimos 20 anos, e definir o perfil psicológico geral do público alvo através de discussões com a psicopedagoga e de pesquisa bibliográfica.
Definição do plano de pesquisa: propor um método de coleta de dados que tenha como meta a definição de:
Oferta: que espetáculos há na cidade voltados a juvenis e qual a periodicidade
Necessidades: o que precisam e que pode ser satisfeito pelo teatro;
Expectativas: que tipo de espetáculo desejam ter acesso;
Universo cultural: atividades de todos os tipos de arte as quais tem acesso.
Mídias: meios de comunicação utilizados e mais eficientes para divulgação
Método: formulação de um questionário de pesquisa.
Grupo de discussão inicial: Apresentar plano de pesquisa à pessoas envolvidas com juvenis e coletar suas sugestões e impressões. Foram convidados um coordenador pedagógico de escola pública e outro de escola privada, um professor de teatro, um diretor de teatro, um produtor cultural e um coordenador de projeto cultural voltados a juvenis
Método: Encontro de até 2 horas com resumo da pesquisa bibliográfica, apresentação do plano de pesquisa e discussão com participantes. Intermediação por parte de um dos coordenadores. Registro audiovisual para posterior documentário.
Adequação do plano de pesquisa: Baseado no resultado do encontro do grupo de discussão, revisar o questionário proposto.
Pesquisa de campo: Coletar dados conforme plano de pesquisa, abordando um mínimo de 500 estudantes de escolas selecionadas pelo grupo de discussão.
Método: Encontros com professores e profissionais e com alunos para discussão e preenchimento do questionário.
Relatório de pesquisa: Analisar os dados coletados, compara-los com relatórios anteriores e buscar atingir as metas da pesquisa.
Grupo de discussão final: apresentar aos mesmos participantes os resultados da coleta de dados.
Relatório final: revisar para distribuição em três formatos:
- Brochura trazendo resumo da pesquisa bibliográfica, dados estatísticos, descrição de experiências e análise dos resultados da pesquisa
- Artigo resumindo o projeto, enviado para veiculação na mídia local.
- Este website formato blog com o mesmo conteúdo desta publicação
Divulgação: disponibilização dos relatórios à Secretaria de Educação, Fundação Cultural, escolas públicas e privadas que atendam à faixa etária tema do projeto e a profissionais de artes cênicas da região.
Espera-se assim com a apresentação deste relatório de pesquisa fornecer informações sobre o público adolescente em Jaraguá do Sul, munindo grupos e escolas de teatro, diretores, atores e educadores com informações que permearão seus trabalhos futuros voltados a este público.
Currículos: Grupo de Trabalho
Alex Girardi, ator. Desde 2009 tem atuado nos Grupos Colher de Pau e GpoEx em espetáculos voltados a estudantes. Atua também como dramaturgo e ator em espetáculos de contação de histórias.
Fred Paiva, ator, escritor e diretor. Desde 2007 tem atuado nos grupos Colher de Pau e GpoEx / SCAR em espetáculos voltados a estudantes. Diretor do espetáculo Terra de Ninguém, aprovado pelo edital do Fundo Municipal de Cultura 2010. Co-autor do livro “Mal que se quis”, pela Design Editora. Co-autor do roteiro “A quatrocentos e quinze” Projeto Jaraguá em Curtas.
Maykon Junkes, ator, diretor, dramaturgo e produtor cultural. Desde 2007 tem atuado nos grupos Colher de Pau e GpoEx / SCAR em espetáculos voltados a estudantes. Dramaturgo do espetáculo Tilinta, aprovado pelo edital Fundo Municipal de Cultura 2011. Diretor do espetáculo Tecnópolis, do grupo Colher de Pau. Produtor do Festival de Formas Animadas e Projeto Escola Vai ao Teatro.
Fred Paiva, ator, escritor e diretor. Desde 2007 tem atuado nos grupos Colher de Pau e GpoEx / SCAR em espetáculos voltados a estudantes. Diretor do espetáculo Terra de Ninguém, aprovado pelo edital do Fundo Municipal de Cultura 2010. Co-autor do livro “Mal que se quis”, pela Design Editora. Co-autor do roteiro “A quatrocentos e quinze” Projeto Jaraguá em Curtas.
Maykon Junkes, ator, diretor, dramaturgo e produtor cultural. Desde 2007 tem atuado nos grupos Colher de Pau e GpoEx / SCAR em espetáculos voltados a estudantes. Dramaturgo do espetáculo Tilinta, aprovado pelo edital Fundo Municipal de Cultura 2011. Diretor do espetáculo Tecnópolis, do grupo Colher de Pau. Produtor do Festival de Formas Animadas e Projeto Escola Vai ao Teatro.
Consultoria
Ana Paula Moretti Pavanello Machado – Mestre em teatro pela UDESC, Bacharel e Licenciada em História pela UFSC e Licenciada em Artes Cênicas pela Udesc. Diretora e professora do Grupo GpoEx/SCAR, professora de teatro e Produtora Cultural.
Elisiana Kinas – Pós Graduada em Psicopedagogia e em Magistério Superior pelo IBPEX. Licenciada em Pedagogia pela FURB.
Gilmar Moretti – pós graduado em cinema pela Faculdade de Artes do Paraná, diretor de teatro e documentarista.
Elisiana Kinas – Pós Graduada em Psicopedagogia e em Magistério Superior pelo IBPEX. Licenciada em Pedagogia pela FURB.
Gilmar Moretti – pós graduado em cinema pela Faculdade de Artes do Paraná, diretor de teatro e documentarista.
1. Teatro para Adolescentes no Brasil
Uma das mais populares manifestações artísticas, no Brasil o teatro passou por fases diversas em seu envolvimento com o público. Já foi evento social frequentado pela elite, voz política no tempo da ditadura e fenômeno de massa. Desde o início do século passado, dramaturgos, grupos e atores brasileiros ganharam projeção e o teatro no Brasil passou a ter sua própria identidade. Nelson Rodrigues, Augusto Boal e Plínio Marcos se destacaram no “teatro adulto”, enquanto Maria Clara Machado foi o grande nome do teatro infantil no país.
Entretanto, no teatro para adolescentes não há muitas referências a dramaturgos ou grupos. Não que esse público tenha sido completamente ignorado: há sim um considerável histórico de adaptações de espetáculos adultos para o contexto jovem, e também o chamado teatro infanto-juvenil. Na literatura e na internet, há referência a este público, porém muito inferior ao que se refere ao público infantil e adulto, e se observa também que grande parte dos trabalhos voltados aos adolescentes centra-se nos temas drogas, sexualidade e carreira profissional, como se esses fossem os únicos temas pelos quais os jovens se interessassem.
Nos últimos anos, entretanto, iniciou-se um movimento de levar o adolescente ao teatro e buscar maior identificação com esse público. Confissões de Adolescente, de Maria Mariana, foi um sucesso de público nos anos 90 que mostrou a viabilidade e a importância de um espetáculo voltado exclusivamente para jovens. O espetáculo foi também adaptado para um seriado televisivo e a autora se destacou como colunista e teledramaturga para o público adolescente.
Já na segunda metada dos anos 2000, surgiu em São Paulo o movimento Conexões, e o teatro para adolescentes vem experimentando uma revolução na maior cidade do país. Em outros centros vê-se uma maior atenção a este público, e o número de adolescentes nos teatro vem aumentando em todo o país. Demonstrando a importância do movimento no país, em 2010 a Associação Paulista de Críticos de Artes incluiu pela primeira vez na sua premiação anual a categoria Melhor Espetáculo Jovem
Entretanto, no teatro para adolescentes não há muitas referências a dramaturgos ou grupos. Não que esse público tenha sido completamente ignorado: há sim um considerável histórico de adaptações de espetáculos adultos para o contexto jovem, e também o chamado teatro infanto-juvenil. Na literatura e na internet, há referência a este público, porém muito inferior ao que se refere ao público infantil e adulto, e se observa também que grande parte dos trabalhos voltados aos adolescentes centra-se nos temas drogas, sexualidade e carreira profissional, como se esses fossem os únicos temas pelos quais os jovens se interessassem.
Nos últimos anos, entretanto, iniciou-se um movimento de levar o adolescente ao teatro e buscar maior identificação com esse público. Confissões de Adolescente, de Maria Mariana, foi um sucesso de público nos anos 90 que mostrou a viabilidade e a importância de um espetáculo voltado exclusivamente para jovens. O espetáculo foi também adaptado para um seriado televisivo e a autora se destacou como colunista e teledramaturga para o público adolescente.
Já na segunda metada dos anos 2000, surgiu em São Paulo o movimento Conexões, e o teatro para adolescentes vem experimentando uma revolução na maior cidade do país. Em outros centros vê-se uma maior atenção a este público, e o número de adolescentes nos teatro vem aumentando em todo o país. Demonstrando a importância do movimento no país, em 2010 a Associação Paulista de Críticos de Artes incluiu pela primeira vez na sua premiação anual a categoria Melhor Espetáculo Jovem
1.1 Projeto Conexões
Em maio de 2006, a Cultura Inglesa São Paulo, em parceria com o British Council realizou o Projeto Teatro Jovem - uma semana de atividades para apresentar e discutir o teatro feito para jovens e por jovens. Foram organizados debates, workshops, seminários e leituras dramáticas que deram início a discussões sobre o planejamento da continuidade do fomento da criação voltada para esse público específico. Este projeto está ligado ao New Connections, criado há mais de 15 anos pelo Royal National Theatre sediado na Inglaterra, buscando encorajar escolas e jovens companhias de teatro a produzir novas montagens dos melhores dramaturgos da atualidade. Objetivo é oferecer roteiros escritos especialmente para jovens. O programa já gerou mais de 100 novas peças, envolvendo milhares de jovens em todo mundo e hoje está presente em vários países, incluindo Reino Unido, Irlanda, Itália, Portugal, Escócia, Noruega, Geórgia e Brasil.
Como resultado desta primeira semana do Projeto Teatro Jovem, surgiu interesse de trabalhar com projetos na área, que é considerada deficiente no Brasil em comparação com o teatro infantil e para adultos
O British Council apoiou a ida de Tuna Serzedello (ator, diretor, dramaturgo e professor de teatro para adolescentes) a Londres, para fazer parte do projeto. Assim, em 2007 surge o Conexões, que contou com a participação de nove grupos de Teatro Jovem de diferentes regiões da cidade de São Paulo, envolvendo cerca de 130 participantes.
Graças à experiência e ao comprometimento da primeira edição, o Conexões tomou forma rapidamente e cresceu. Entre 2008 e 2010, foram 46 grupos de Teatro Jovem contemplados, envolvendo em torno de 500 participantes. Além disso, a equipe Conexões aprimorou o calendário de atividades formativas, oficinas e workshops
Como resultado desta primeira semana do Projeto Teatro Jovem, surgiu interesse de trabalhar com projetos na área, que é considerada deficiente no Brasil em comparação com o teatro infantil e para adultos
O British Council apoiou a ida de Tuna Serzedello (ator, diretor, dramaturgo e professor de teatro para adolescentes) a Londres, para fazer parte do projeto. Assim, em 2007 surge o Conexões, que contou com a participação de nove grupos de Teatro Jovem de diferentes regiões da cidade de São Paulo, envolvendo cerca de 130 participantes.
Graças à experiência e ao comprometimento da primeira edição, o Conexões tomou forma rapidamente e cresceu. Entre 2008 e 2010, foram 46 grupos de Teatro Jovem contemplados, envolvendo em torno de 500 participantes. Além disso, a equipe Conexões aprimorou o calendário de atividades formativas, oficinas e workshops
1.2 Artigo “Teatro feito para adolescentes” por Tuna Serzedello
Na busca por bases bibliográficas que norteassem esta pesquisa, nos deparamos com o trabalho do projeto Conexões, descrito acima, que tem a coordenação artística do ator, diretor e dramaturgo Arthur Serzedello. No blog do artista, encontramos o artigo abaixo que tece o panorama do teatro voltado a adolescentes no Brasil, levantando pontos importantes observados também em Jaraguá do Sul.
Os adolescentes não vão ao teatro porque os teatros não produzem peças para eles ou os Teatros não produzem peças para os adolescentes porque eles não vão ao teatro?
O que se espera de um teatro para adolescentes?
Acho que a mesma coisa que se espera de um teatro feito para adultos. Um teatro que ajude na discussão de temas importantes para aquele grupo social naquele momento histórico e que faça com que o publico saia da “zona de conforto” que ele tem em relação a certos temas. Um teatro provocante, fresco, novo, que se arrisque e sempre coloque tudo em risco a cada cena.
Se os adolescentes gostam de andar em grupo, gostam de provocar, de contestar, de questionar, de se posicionar, então eles gostam de teatro e não sabem. Os adolescentes não são “infanto-juvenis”. Quer coisa pior do que ser “infanto” e “juvenil”?
Teatro para adolescentes não precisa ser resumo de obras que caem nos vestibulares nem lições de moral como gravidez na adolescência, drogas ou orientação vocacional. O que eles querem é o poder se ser autênticos. Querem ser ouvidos, respeitados, considerados. Por isso tantos motivos para chamar a nossa atenção. Com roupas, com rasgos, com cores, com piercings, com tatoos, Ipods, com drogas, com barulhos, com odores, com atitudes.
Não querem ser compreendidos. Querem respeito. E o teatro deve buscar a fotografia deste momento em que vivemos, e pouco convivemos ao vivo. Um mundo de reality shows virtuais e pouco contato com a vida real “na real”. Uma vida mais teclada do que vivida.
(...)
As montagem teatrais devem buscar influenciar os adolescentes a pensarem, quer mostrar a eles um retrato inteligente da sua própria geração para que eles possam se reconhecer, ou se estranhar e a partir daí ajudar na criação de sua própria identidade.
Não somente atingindo público adolescente, deve-se ainda discutir com os adultos, os pais dessa geração, os provedores da tecnologia, para que eles possam discutir qual será o papel dos adultos nessa "geração copy and paste” e no que estamos ajudando a implantar neles esse chip de geração sem consciência.
(...)
Levar os adolescentes ao teatro é uma importante função social de artistas e Instituições preocupadas com um Brasil mais justo e solidário. Precisamos formar uma geração que goste de teatro, que vá ao teatro. Essa geração vai ser com certeza, muito mais aberta ao diálogo e muito mais questionadora e cidadã.
O adolescente carrega em si o gene da mudança. Só de olhar para um adolescente podemos ver que ele é a expressão máxima da mudança. Seu corpo está mudando, sua voz está se transformando, suas espinhas denotam que sua sexualidade está se formando, e o mais importante seu pensamento está tomando corpo.
Juntando essa “expressão da transformação”, (o adolescente) com a “casa do diálogo”, (o teatro), vamos plantar uma sociedade muito mais interessante do que a que vivemos hoje.
E quando começarmos a ter jovens que descubram no teatro uma expressão genuína de seus sentimentos e seus pensamentos, não precisaremos mais nos preocupar com as salas de teatro, não precisaremos mais do “incentivo” da meia-entrada, não precisaremos mais divulgar as peças feitas para eles. Eles procurarão os teatros porque precisam deles para viver.
Os adolescentes não vão ao teatro porque os teatros não produzem peças para eles ou os Teatros não produzem peças para os adolescentes porque eles não vão ao teatro?
O que se espera de um teatro para adolescentes?
Acho que a mesma coisa que se espera de um teatro feito para adultos. Um teatro que ajude na discussão de temas importantes para aquele grupo social naquele momento histórico e que faça com que o publico saia da “zona de conforto” que ele tem em relação a certos temas. Um teatro provocante, fresco, novo, que se arrisque e sempre coloque tudo em risco a cada cena.
Se os adolescentes gostam de andar em grupo, gostam de provocar, de contestar, de questionar, de se posicionar, então eles gostam de teatro e não sabem. Os adolescentes não são “infanto-juvenis”. Quer coisa pior do que ser “infanto” e “juvenil”?
Teatro para adolescentes não precisa ser resumo de obras que caem nos vestibulares nem lições de moral como gravidez na adolescência, drogas ou orientação vocacional. O que eles querem é o poder se ser autênticos. Querem ser ouvidos, respeitados, considerados. Por isso tantos motivos para chamar a nossa atenção. Com roupas, com rasgos, com cores, com piercings, com tatoos, Ipods, com drogas, com barulhos, com odores, com atitudes.
Não querem ser compreendidos. Querem respeito. E o teatro deve buscar a fotografia deste momento em que vivemos, e pouco convivemos ao vivo. Um mundo de reality shows virtuais e pouco contato com a vida real “na real”. Uma vida mais teclada do que vivida.
(...)
As montagem teatrais devem buscar influenciar os adolescentes a pensarem, quer mostrar a eles um retrato inteligente da sua própria geração para que eles possam se reconhecer, ou se estranhar e a partir daí ajudar na criação de sua própria identidade.
Não somente atingindo público adolescente, deve-se ainda discutir com os adultos, os pais dessa geração, os provedores da tecnologia, para que eles possam discutir qual será o papel dos adultos nessa "geração copy and paste” e no que estamos ajudando a implantar neles esse chip de geração sem consciência.
(...)
Levar os adolescentes ao teatro é uma importante função social de artistas e Instituições preocupadas com um Brasil mais justo e solidário. Precisamos formar uma geração que goste de teatro, que vá ao teatro. Essa geração vai ser com certeza, muito mais aberta ao diálogo e muito mais questionadora e cidadã.
O adolescente carrega em si o gene da mudança. Só de olhar para um adolescente podemos ver que ele é a expressão máxima da mudança. Seu corpo está mudando, sua voz está se transformando, suas espinhas denotam que sua sexualidade está se formando, e o mais importante seu pensamento está tomando corpo.
Juntando essa “expressão da transformação”, (o adolescente) com a “casa do diálogo”, (o teatro), vamos plantar uma sociedade muito mais interessante do que a que vivemos hoje.
E quando começarmos a ter jovens que descubram no teatro uma expressão genuína de seus sentimentos e seus pensamentos, não precisaremos mais nos preocupar com as salas de teatro, não precisaremos mais do “incentivo” da meia-entrada, não precisaremos mais divulgar as peças feitas para eles. Eles procurarão os teatros porque precisam deles para viver.
2. Teatro para adolescentes em Jaraguá do Sul
Jaraguá do Sul tem tradição na promoção de projetos culturais voltados a estudantes – onde apesar de não haver foco específico em espetáculos voltados a adolescentes, estes também são incluídos no público de projetos como Escola vai ao Teatro, Festival de Formas Animadas, circulação de espetáculos de grupos locais e mais recentemente com projetos aprovados pelo Fundo Municipal de Cultura cujos espetáculos têm nas escolas seus principais palcos. Porém, como já retratado ao analisarmos o panorama nacional, esses espetáculos são voltados principalmente ao público infantil ou ao adulto.
Nos grupos atuantes na cidade, se observa que os espetáculos aos quais o público adolescente tem acesso tem a chamada classificação livre e não são voltados ao público entre 11 e 17 anos por não apresentarem linguagem, tema e encenação específica.
Refletindo sobre o que Tuna Sezerdello levanta “Os adolescentes não vão ao teatro porque os teatros não produzem peças para eles ou os Teatros não produzem peças para os adolescentes porque eles não vão ao teatro?”, a realidade local demonstra uma combinação dos dois fatores. Tomando por base duas situações recentes de apresentações de espetáculos juvenis-adultos nos projetos Escola Vai ao Teatro e I Semanada Teatral de Jaraguá do Sul, verificou-se que o adolescente e as instituições de ensino médio não afluíram aos teatros nas ocasiões, demonstrando assim a falta de interesse do público adolescente. De outro lado, os espetáculos em questão (Concerto em Ri Maior, Valsa Nr 6 e O Asno de Apuleio) não apresentavam apelo específico para os adolescentes pois se tratavam de espetáculos com classificação “a partir de 14 anos”, ou como é comum no meio teatral, eram espetáculos adultos que poderiam ser também assistidos por adolescentes.
Conforme levantado pela nossa assessoria psicopedagógica – dado que, de fato, é de censo comum, mas que ainda assim precisamos salientar sua comprovação – o adolescente tem forte necessidade de identificação como exclusivo, de ser reconhecido como diferente e único. A ausência de oferta de espetáculos que venham de encontro a esta necessidade faz com que não haja na cidade essa tradição de termos adolescentes vindo ao teatro, mesmo que grande parte deles passou a infância o frequentando.
Para apontar uma possível solução, nos próximos capítulos levantaremos qual é a oferta de espetáculos Jaraguaenses voltados ao público adolescente, ainda que não exclusivamente, e mapearemos o perfil do público, mapeamento este que é tema central desta pesquisa, e com o qual desejamos levantar características, ambiente, necessidades e anseios do público adolescente em Jaraguá do Sul.
Nos grupos atuantes na cidade, se observa que os espetáculos aos quais o público adolescente tem acesso tem a chamada classificação livre e não são voltados ao público entre 11 e 17 anos por não apresentarem linguagem, tema e encenação específica.
Refletindo sobre o que Tuna Sezerdello levanta “Os adolescentes não vão ao teatro porque os teatros não produzem peças para eles ou os Teatros não produzem peças para os adolescentes porque eles não vão ao teatro?”, a realidade local demonstra uma combinação dos dois fatores. Tomando por base duas situações recentes de apresentações de espetáculos juvenis-adultos nos projetos Escola Vai ao Teatro e I Semanada Teatral de Jaraguá do Sul, verificou-se que o adolescente e as instituições de ensino médio não afluíram aos teatros nas ocasiões, demonstrando assim a falta de interesse do público adolescente. De outro lado, os espetáculos em questão (Concerto em Ri Maior, Valsa Nr 6 e O Asno de Apuleio) não apresentavam apelo específico para os adolescentes pois se tratavam de espetáculos com classificação “a partir de 14 anos”, ou como é comum no meio teatral, eram espetáculos adultos que poderiam ser também assistidos por adolescentes.
Conforme levantado pela nossa assessoria psicopedagógica – dado que, de fato, é de censo comum, mas que ainda assim precisamos salientar sua comprovação – o adolescente tem forte necessidade de identificação como exclusivo, de ser reconhecido como diferente e único. A ausência de oferta de espetáculos que venham de encontro a esta necessidade faz com que não haja na cidade essa tradição de termos adolescentes vindo ao teatro, mesmo que grande parte deles passou a infância o frequentando.
Para apontar uma possível solução, nos próximos capítulos levantaremos qual é a oferta de espetáculos Jaraguaenses voltados ao público adolescente, ainda que não exclusivamente, e mapearemos o perfil do público, mapeamento este que é tema central desta pesquisa, e com o qual desejamos levantar características, ambiente, necessidades e anseios do público adolescente em Jaraguá do Sul.
Cia Alma Livre
Histórico:
A Cia Alma Livre nasceu em 10 de outubro de 2007 com objetivo de produzir espetáculos teatrais de formas animadas, com destaque para pesquisa em Teatro Kasperl, bonecos de luva e teatro lambe-lambe.
Componentes:
Mery Petty e Nicoli Pereira, além da musicista Beth Mueller.
Espetáculos para o público adolescente:
2007 - Terra dos grandões – Educação Fiscal.
2007 – A tesoura mágica – Contação de história.
2008 – Tem Xente uma Feis! – Kasperl Theater
2009 – Monstro do Lixo – Espetáculo convencional e de bonecos sobre lixo.
2009 – Chapeuzinho Vermelho na terra dos bonecos – Teatro convencional, de sombras e de bonecos.
2009 – Quem cortou a perna do Saci? – Teatro convencional e de bonecos.
2009 – História de Monte – Teatro convencional e de bonecos sobre água e esgotamento sanitário.

A Cia Alma Livre nasceu em 10 de outubro de 2007 com objetivo de produzir espetáculos teatrais de formas animadas, com destaque para pesquisa em Teatro Kasperl, bonecos de luva e teatro lambe-lambe.
Componentes:
Mery Petty e Nicoli Pereira, além da musicista Beth Mueller.
Espetáculos para o público adolescente:
2007 - Terra dos grandões – Educação Fiscal.
2007 – A tesoura mágica – Contação de história.
2008 – Tem Xente uma Feis! – Kasperl Theater
2009 – Monstro do Lixo – Espetáculo convencional e de bonecos sobre lixo.
2009 – Chapeuzinho Vermelho na terra dos bonecos – Teatro convencional, de sombras e de bonecos.
2009 – Quem cortou a perna do Saci? – Teatro convencional e de bonecos.
2009 – História de Monte – Teatro convencional e de bonecos sobre água e esgotamento sanitário.


GATS
Histórico:
Ativo desde 1987, tem intensa atividade como grupo teatral com trabalhos de teatro de animação, clown, contação de histórias e teatro empresarial, além do teatro tradicional. Destaca-se também como entidade cultural através de seus projetos como Curso de Teatro, Ponto de Cultura Teatro Vivo e Cine Clube Teatro GATS, entre outros.
Componentes:
Anderson Leandro dos Santos, Leone Silva, Mara Kochella, Paulo Henrique Silva, Rubens Franco, Sandra Baron, Thiago Daniel
Espetáculos para o público adolescente:
À Luz de Judite – acima 16 anos
Nus Caminhos do Artista – acima 14 anos
O Patinho Feio – livre
Tanto Trabalho Pra Nada – acima 14 anos
Maria Lavadeira – acima 12 anos
Onde está o lobo? – acima 12 anos
Rir-Ciclagem – livre
O Enigma do Amarelo – livre
Vó Naná e a panela mágica - livre
Ativo desde 1987, tem intensa atividade como grupo teatral com trabalhos de teatro de animação, clown, contação de histórias e teatro empresarial, além do teatro tradicional. Destaca-se também como entidade cultural através de seus projetos como Curso de Teatro, Ponto de Cultura Teatro Vivo e Cine Clube Teatro GATS, entre outros.
Componentes:
Anderson Leandro dos Santos, Leone Silva, Mara Kochella, Paulo Henrique Silva, Rubens Franco, Sandra Baron, Thiago Daniel
Espetáculos para o público adolescente:
À Luz de Judite – acima 16 anos
Nus Caminhos do Artista – acima 14 anos
O Patinho Feio – livre
Tanto Trabalho Pra Nada – acima 14 anos
Maria Lavadeira – acima 12 anos
Onde está o lobo? – acima 12 anos
Rir-Ciclagem – livre
O Enigma do Amarelo – livre
Vó Naná e a panela mágica - livre
Zé Ribeiro – livre




GpoEx
Histórico:
O Grupo de Experimentação Cênica foi criado em 5 de maio de 2002, com objetivo de trabalhar diversas propostas cênicas/ multimídia. Atua nas áreas de teatro, dança, cinema e vídeo, desenvolvendo de forma integrada e autônoma, propostas inovadoras de linguagem e expressão.
Componentes:
Ana Paula Machado, Gilmar A. Moretti e Margareth Klein
Espetáculos para o público adolescente:
Casamento aberto, mas nem tanto
Vazio das Partes (dança)
A Valsa Nr. 6
O Grupo de Experimentação Cênica foi criado em 5 de maio de 2002, com objetivo de trabalhar diversas propostas cênicas/ multimídia. Atua nas áreas de teatro, dança, cinema e vídeo, desenvolvendo de forma integrada e autônoma, propostas inovadoras de linguagem e expressão.
Componentes:
Ana Paula Machado, Gilmar A. Moretti e Margareth Klein
Espetáculos para o público adolescente:
Casamento aberto, mas nem tanto
Vazio das Partes (dança)
A Valsa Nr. 6

Colher de Pau Cia. Teatro
Histórico:
Companhia fundada em Junho de 2007, é um dos núcleos de teatro da SCAR. Mescla em seus trabalhos espetáculos infantis e de formação de público com espetáculos juvenis-adultos. Tem também trabalhos desenvolvidos junto ao Grupo GpoEx/SCAR, com o qual mantém estreita parceria.
Componentes:
Alex Girardi, Dandara Mendes, Fred Paiva, Gil Mathias, Maykon Junkes, Suka Krause e Tiago Novo.
Espetáculos para o público adolescente:
2007 – Ida ao Teatro
2007 – 3x Cenas de Natal
2008 – Pinheiros Coloridos de Papel Alumínio
2009 – As Aventuras e Desventuras de Robinson Crusoé
2010 – Terra de Ninguém
Companhia fundada em Junho de 2007, é um dos núcleos de teatro da SCAR. Mescla em seus trabalhos espetáculos infantis e de formação de público com espetáculos juvenis-adultos. Tem também trabalhos desenvolvidos junto ao Grupo GpoEx/SCAR, com o qual mantém estreita parceria.
Componentes:
Alex Girardi, Dandara Mendes, Fred Paiva, Gil Mathias, Maykon Junkes, Suka Krause e Tiago Novo.
Espetáculos para o público adolescente:
2007 – Ida ao Teatro
2007 – 3x Cenas de Natal
2008 – Pinheiros Coloridos de Papel Alumínio
2009 – As Aventuras e Desventuras de Robinson Crusoé
2010 – Terra de Ninguém
Grupo Gestus

Histórico:
Em Santa Catarina desde 1999, o Grupo Gestus já tem uma história de quase trinta anos e passou por todo Brasil e alguns países vizinhos. Com o espetáculo ‘O Catavento’ já tem uma estrada de 10 anos encantando platéias por onde se apresenta. Atualmente trabalha mais expressivamente com teatro de Bonecos.
Componentes:
Guto Lustosa e Marisa Cesconetto
Espetáculos para o público adolescente:
“El Molinete"- O Catavento
Sapatada
Componentes:
Fabio Prattes, Felipe “Kiko” Schlichting, Jessica Rassweiler
Espetáculos para o público adolescente:
Fabio Prattes, Felipe “Kiko” Schlichting, Jessica Rassweiler
Espetáculos para o público adolescente:
Quem casa quer casa – acima de 8 anos



Histórico:
Estabelecido na cidade de Blumenau em 2005, vem atuando em Jaraguá do Sul nos últimos anos. Desde sua criação Grupo busca promover a percepção e reflexão sobre temáticas contemporâneas, oferecendo ao público contato com um teatro sensível.
Componentes:
Joanna Oliari, de Jaraguá do Sul e os blumenauenses Léo Kufner, Rafael Koehler, Daidrê Thomas e Lú May
Joanna Oliari, de Jaraguá do Sul e os blumenauenses Léo Kufner, Rafael Koehler, Daidrê Thomas e Lú May
Espetáculos para o público adolescente:
O Tapete de Maria – Infanto Juvenil
Zé do Mato e os Índios Botocudos – Juvenil-Adulto
O Tapete de Maria – Infanto Juvenil
Zé do Mato e os Índios Botocudos – Juvenil-Adulto
Grupo Davi
Circo-Teatro Pixirica

Histórico:
Formado por artistas remanescentes do Circo Teatro Biriba e Circo Teatro Nh'Ana, a companhia é formada por 18 integrantes das famílias Urbanski e Dias, e mantém a tradição circense de mais de 60 anos das famílias.
Componentes:
César Urbanski, Luciano Urbanski, Carlos Urbanski, entre outros.
Espetáculos para o público adolescente:
Mais de 70 peças tradicionais do circo teatro (ou teatro de lona), entre comédia, drama e outros gêneros, com classificação livre.
3. 3. O adolescente de Jaraguá do Sul: a pesquisa
Para a coleta de dados que serve de base a esta pesquisa, foram realizados encontros com a psicopedagoga Elisiana Kinas e com a mestre em teatro Ana Paula Machado, encontros esses que definiram o formulário de pesquisa a ser aplicado aos adolescentes.
Para uma maior objetividade na análise das respostas, escolheu-se o formato de múltiplas alternativas. Também levou-se em conta que o tempo de resposta neste tipo de questionário é menor, e o pequeno número de questões com resposta subjetiva demandaria menor esforço por parte dos adolescentes, tornando a pesquisa menos cansativa.
O questionário foi dividido em quatro subgrupos:
Quem é você: questões levantando a realidade sociocultural dos adolescentes.
Você e o teatro: experiências dos adolescentes como público de teatro, quais suas preferências e o que não lhe agrada em um espetáculo teatral.
O que você gosta de fazer: questões gerais sobre outras mídias e gostos pessoais que permitam traçar o perfil cultural-artístico dos adolescentes
Como falar com você: quais as mídias que utiliza e de que forma os produtores, grupos e instituições culturais podem contatar o adolescente.
A pesquisa foi aplicada com alunos de 5 instituições: uma escola pública de ensino médio, uma escola pública de ensino fundamental (pesquisa com alunos do 6° ao 9° anos), uma escola privada de ensino médio, uma escola privada de ensino fundamental (pesquisa com alunos do 6° ao 9° anos) e com alunos de um projeto cultural de formação artística (alunos acima de 11 anos)
No total foram coletadas informações de 512 alunos, tendo 511 questionários válidos para a pesquisa.
Para uma maior objetividade na análise das respostas, escolheu-se o formato de múltiplas alternativas. Também levou-se em conta que o tempo de resposta neste tipo de questionário é menor, e o pequeno número de questões com resposta subjetiva demandaria menor esforço por parte dos adolescentes, tornando a pesquisa menos cansativa.
O questionário foi dividido em quatro subgrupos:
Quem é você: questões levantando a realidade sociocultural dos adolescentes.
Você e o teatro: experiências dos adolescentes como público de teatro, quais suas preferências e o que não lhe agrada em um espetáculo teatral.
O que você gosta de fazer: questões gerais sobre outras mídias e gostos pessoais que permitam traçar o perfil cultural-artístico dos adolescentes
Como falar com você: quais as mídias que utiliza e de que forma os produtores, grupos e instituições culturais podem contatar o adolescente.
A pesquisa foi aplicada com alunos de 5 instituições: uma escola pública de ensino médio, uma escola pública de ensino fundamental (pesquisa com alunos do 6° ao 9° anos), uma escola privada de ensino médio, uma escola privada de ensino fundamental (pesquisa com alunos do 6° ao 9° anos) e com alunos de um projeto cultural de formação artística (alunos acima de 11 anos)
No total foram coletadas informações de 512 alunos, tendo 511 questionários válidos para a pesquisa.
Os formulários de pesquisa.
3.1 Dados coletados
Dados gerais:
Gênero:
56,7% Feminino
43,2% Masculino
0,1% Não informado
Idade:
Média de 14 anos e 11 meses
Quem é você?
Com quem mora?
94,6% Pais
4,0% Avós
1,4% Outros
Onde mora:
73,2% Casa própria
24,2% Casa Alugada
Quantas pessoas moram na sua casa:
Média de 3,8 pessoas
Meio de transporte da família:
89,3% Carro ou Moto
11,7% Ônibus, Bicicleta, a pé
Você costuma fazer passeios familiares?
75% Casa de parentes
59% Praia
O que você mais gosta de estudar?
22,6% Matemática
16,0% Artes
14,2% História
1,6% Todas as disciplinas
2,4% Nenhuma disciplina
Onde você passa a maior parte do seu tempo livre?
61,6% Na frente da TV ou computador
54,5% Com a família
48,8% Com amigos
Quando você sai, costuma sair com:
58,3% Familiares
48,6% 3 ou mais amigos
39,6% 1 ou 2 amigos
15% Sozinho
13,7% Namorado(a)
Quando você tem algum problema, você conversa com quem?
63% Amigos
63,6% Família
10,7% Ninguém
Quem é seu modelo de pessoa, seu ídolo?
71,1% Pai, mãe ou irmão/irmã
17,4% Atleta
11, 3% Ator ou atriz
Você se considera parte de uma tribou grupo, qual?
34,0% Atletas
26,0% Artistas (música, dança, teatro)
19,1% Alternativos
18,9% Estudiosos
Pessoalmente você se considera:
51,1% Curioso / explorador
43,9% Sonhador / romântico
O que você pensa em ser no futuro?
27,3% Trabalhar numa boa empresa
23,2% Artista (ator, bailarino, músico)
14,1% Empresário
29,1% Outras profissões (nenhuma com representação maior que 5%)
Já teve aulas ou cursos de:
22,5% Teatro
38,8% Dança
32,4% Música
19,2% Pintura/desenho/escultura
23,6% Não teve aulas de artes
Já se apresentou em público?
71,6% Sim
Que outras atividades você faz além de estudar?
51,4% Futebol, vôlei, basquete, handebol
21,8% Jogos online
17,9% Dança / teatro
10,4% Trabalha
9,7% Grupo de jovens / EMAUS
Você e o teatro
Assistiu a alguma apresentação teatral em 2009-2011, quantas vezes?
50,4% 1-2 apresentações
14,2% 3-4 apresentações
8,2% 5 ou mais apresentações
28,2% Nenhuma
Onde foram essas apresentações?
38,7% SCAR
47,1% Escola
Já assistiu a alguma peça de teatro com atores jaraguaenses?
52,9% Sim
Prefere peças de teatro com atores e personagens:
37,9% Somente adultos
37,2% Somente da sua idade
23,7% Sua idade ou adultos
O que te chama a atenção para ver uma peça de teatro?
55,7% Título ou o tema seja interessante
40,7% Que meus amigos venham comigo
27,1% Tenha um amigo no palco
26,4% Com elenco famoso
18,6% Num teatro “de verdade” (SCAR, SESC)
Ao ir ao teatro, o que você espera?
87,7% Se divertir / rir
56,8% Ver algo diferente e louco
12,3% Se emocionar / chorar
O que você NÂO gosta numa apresentação de teatro?
58,5% Tema desinteressante
19,0% Falta de qualidade
14,1% Longa duração
6,8% Infantilidade
Você teria interesse em participar de uma peça teatral?
54,9% Sim
O que você gosta de fazer?
No último ano, quantas vezes você foi ao cinema?
35,5% Mais de 5 vezes
38,7% 0-2 vezes
25,8% 3-5 vezes
Com quem você foi?
68,4% Com amigos
45,5% Com pais, irmãos
No cinema ou na TV/DVD, qual tipo de filme costuma assistir?
83,2% Comédia
50,9% Ação
50% Terror/suspense
Já assistiu a algum espetáculo de dança em Jaraguá do Sul?
56,6% Sim
Em que evento?
50,0% Jaraguá em Dança (Arthur Muller)
26,4% Festival Nacional de Dança (SCAR)
Em um ano, quantos livros você lê por iniciativa própria, aproximadamente?
34,8% 1-2 livros
28,9% Mais de 5 livros
21,5% Não leio
14,8% 3-5 livros
Qual seu tipo de livro favorito?
51,3% Romance
44,8% Terror/suspense
À quantos shows/concerto de música você foi no último ano?
45% Não foi
43% 1-3 shows
Onde foram os show/concertos?
24% SCAR
27,1% Bares ou boates
Qual o tipo de música destes shows/concertos?
33,6% Rock (bandas)
20,7% Popular (MPB, samba, regional)
17,5% Clássica (orquestra SCAR ,Femusc)
Qual o tipo de música que você ouve mais?
57,1% Pop
54,2% Rock
50,9% Sertaneja
31,3% Hip hop / rap
Como falar com você?
Como você se comunica com seus amigos?
85,7% MSN ou similares
84,3% Orkut / Facebook ou similares
75,7% Telefone
Como você fica sabendo sobre o que rola na cidade (peças, festas, shows)?
75,7% Através de amigos
56,4% Na escola
46,4% Através do Orkut / Facebook
44,3% Em Sites
Você quer receber novidades sobre peças, concertos e outros?
76,4% Sim
Gênero:
56,7% Feminino
43,2% Masculino
0,1% Não informado
Idade:
Média de 14 anos e 11 meses
Quem é você?
Com quem mora?
94,6% Pais
4,0% Avós
1,4% Outros
Onde mora:
73,2% Casa própria
24,2% Casa Alugada
Quantas pessoas moram na sua casa:
Média de 3,8 pessoas
Meio de transporte da família:
89,3% Carro ou Moto
11,7% Ônibus, Bicicleta, a pé
Você costuma fazer passeios familiares?
75% Casa de parentes
59% Praia
O que você mais gosta de estudar?
22,6% Matemática
16,0% Artes
14,2% História
1,6% Todas as disciplinas
2,4% Nenhuma disciplina
Onde você passa a maior parte do seu tempo livre?
61,6% Na frente da TV ou computador
54,5% Com a família
48,8% Com amigos
Quando você sai, costuma sair com:
58,3% Familiares
48,6% 3 ou mais amigos
39,6% 1 ou 2 amigos
15% Sozinho
13,7% Namorado(a)
Quando você tem algum problema, você conversa com quem?
63% Amigos
63,6% Família
10,7% Ninguém
Quem é seu modelo de pessoa, seu ídolo?
71,1% Pai, mãe ou irmão/irmã
17,4% Atleta
11, 3% Ator ou atriz
Você se considera parte de uma tribou grupo, qual?
34,0% Atletas
26,0% Artistas (música, dança, teatro)
19,1% Alternativos
18,9% Estudiosos
Pessoalmente você se considera:
51,1% Curioso / explorador
43,9% Sonhador / romântico
O que você pensa em ser no futuro?
27,3% Trabalhar numa boa empresa
23,2% Artista (ator, bailarino, músico)
14,1% Empresário
29,1% Outras profissões (nenhuma com representação maior que 5%)
Já teve aulas ou cursos de:
22,5% Teatro
38,8% Dança
32,4% Música
19,2% Pintura/desenho/escultura
23,6% Não teve aulas de artes
Já se apresentou em público?
71,6% Sim
Que outras atividades você faz além de estudar?
51,4% Futebol, vôlei, basquete, handebol
21,8% Jogos online
17,9% Dança / teatro
10,4% Trabalha
9,7% Grupo de jovens / EMAUS
Você e o teatro
Assistiu a alguma apresentação teatral em 2009-2011, quantas vezes?
50,4% 1-2 apresentações
14,2% 3-4 apresentações
8,2% 5 ou mais apresentações
28,2% Nenhuma
Onde foram essas apresentações?
38,7% SCAR
47,1% Escola
Já assistiu a alguma peça de teatro com atores jaraguaenses?
52,9% Sim
Prefere peças de teatro com atores e personagens:
37,9% Somente adultos
37,2% Somente da sua idade
23,7% Sua idade ou adultos
O que te chama a atenção para ver uma peça de teatro?
55,7% Título ou o tema seja interessante
40,7% Que meus amigos venham comigo
27,1% Tenha um amigo no palco
26,4% Com elenco famoso
18,6% Num teatro “de verdade” (SCAR, SESC)
Ao ir ao teatro, o que você espera?
87,7% Se divertir / rir
56,8% Ver algo diferente e louco
12,3% Se emocionar / chorar
O que você NÂO gosta numa apresentação de teatro?
58,5% Tema desinteressante
19,0% Falta de qualidade
14,1% Longa duração
6,8% Infantilidade
Você teria interesse em participar de uma peça teatral?
54,9% Sim
O que você gosta de fazer?
No último ano, quantas vezes você foi ao cinema?
35,5% Mais de 5 vezes
38,7% 0-2 vezes
25,8% 3-5 vezes
Com quem você foi?
68,4% Com amigos
45,5% Com pais, irmãos
No cinema ou na TV/DVD, qual tipo de filme costuma assistir?
83,2% Comédia
50,9% Ação
50% Terror/suspense
Já assistiu a algum espetáculo de dança em Jaraguá do Sul?
56,6% Sim
Em que evento?
50,0% Jaraguá em Dança (Arthur Muller)
26,4% Festival Nacional de Dança (SCAR)
Em um ano, quantos livros você lê por iniciativa própria, aproximadamente?
34,8% 1-2 livros
28,9% Mais de 5 livros
21,5% Não leio
14,8% 3-5 livros
Qual seu tipo de livro favorito?
51,3% Romance
44,8% Terror/suspense
À quantos shows/concerto de música você foi no último ano?
45% Não foi
43% 1-3 shows
Onde foram os show/concertos?
24% SCAR
27,1% Bares ou boates
Qual o tipo de música destes shows/concertos?
33,6% Rock (bandas)
20,7% Popular (MPB, samba, regional)
17,5% Clássica (orquestra SCAR ,Femusc)
Qual o tipo de música que você ouve mais?
57,1% Pop
54,2% Rock
50,9% Sertaneja
31,3% Hip hop / rap
Como falar com você?
Como você se comunica com seus amigos?
85,7% MSN ou similares
84,3% Orkut / Facebook ou similares
75,7% Telefone
Como você fica sabendo sobre o que rola na cidade (peças, festas, shows)?
75,7% Através de amigos
56,4% Na escola
46,4% Através do Orkut / Facebook
44,3% Em Sites
Você quer receber novidades sobre peças, concertos e outros?
76,4% Sim
3.2 Análise dos dados
Afinal, quem é o adolescente Jaraguaense?
Baseado nas respostas coletadas, detectou-se que ele mora com os pais, em casa própria, onde a família conta com transporte próprio. A configuração básica da família é pais, o adolescente e um irmão. Costuma fazer passeios com amigos e família, em viagens vai à casa de parentes ou para a praia
Tem como modelo pessoal membros de sua família. Divide seus problemas com os mais próximos – amigos e família, e 10,7% não costuma conversar com alguém sobre seus problemas.
Sonha em ter um bom emprego ou ser empresário, mas uma considerável parte deseja ser do meio artístico.
Passa o maior tempo livre assistindo TV ou ao computador, mas também com amigos e família. Divide o tempo livre entre praticar esportes de grupo e em jogos online. Uma importante parcela está envolvida com artes cênicas e 10,4% já trabalham.
Tem predileção por estudar matemática, artes e história, e 2,4% afirmam não gostar de estudar. Se inclui como membro de grupos de atletas, artistas, alternativos ou estudiosos, se considera curioso e sonhador.
Um quarto dos adolescentes não frequentou cursos de artes, mas dos que frequentaram tem nas artes cênicas – dança e teatro – suas principais manifestações, e muitos também frequentaram aulas de música e artes plásticas. Como resultado disso, a grande maioria já participou de apresentações artísticas ao público.
Mais da metade dos adolescentes tem interesse em participar de uma apresentação teatral como atores.
Grande parte dos adolescentes frequentam apresentações teatrais, sendo as apresentações em escolas e/ou na SCAR, onde mais da metade dos espetáculos foi de grupos Jaraguaenses. 28,2% informaram não ter frequentado nenhuma apresentação teatral nos últimos 3 anos.
Tem preferência por espetáculos de comédia, com atores da sua idade ou adultos, onde o que mais chama a atenção é o título ou o tema. Não gostam de espetáculos com tema dramático – ou chato, como citado em muitas das respostas – ou que apresentem baixa qualidade artística. Dão importância a ir acompanhados por seus amigos ou que tenha um amigo no palco, e também se interessam por espetáculos com elenco famoso e que ocorram nos espaços tradicionais como a SCAR ou SESC.
Em torno da metade dos adolescentes já frequentou espetáculos de dança. Costumam ir ao cinema com amigos ou familiares, assistem filmes de comédia, ação e suspense.
Grande parte tem o hábito de ler ao menos 2 livros ao ano por iniciativa própria, e costuma ler romances e suspenses (geração Harry Potter / Crepúsculo)
Gostam de música pop, rock e sertanejo e metade deles já frequentaram um show em bares ou boates ou um concerto na SCAR ou no Femusc.
Para se comunicar com eles, o formato mais acessível é via internet: redes sociais como Orkut e Facebook e ferramentas de comunicação como MSN sãos formatos mais usados para se comunicarem entre si. Porém para divulgação, o feito boca-a-boca ainda é muito válido, pois grande parte deles se informa sobre os eventos na cidade com amigos na escola.
Baseado nas respostas coletadas, detectou-se que ele mora com os pais, em casa própria, onde a família conta com transporte próprio. A configuração básica da família é pais, o adolescente e um irmão. Costuma fazer passeios com amigos e família, em viagens vai à casa de parentes ou para a praia
Tem como modelo pessoal membros de sua família. Divide seus problemas com os mais próximos – amigos e família, e 10,7% não costuma conversar com alguém sobre seus problemas.
Sonha em ter um bom emprego ou ser empresário, mas uma considerável parte deseja ser do meio artístico.
Passa o maior tempo livre assistindo TV ou ao computador, mas também com amigos e família. Divide o tempo livre entre praticar esportes de grupo e em jogos online. Uma importante parcela está envolvida com artes cênicas e 10,4% já trabalham.
Tem predileção por estudar matemática, artes e história, e 2,4% afirmam não gostar de estudar. Se inclui como membro de grupos de atletas, artistas, alternativos ou estudiosos, se considera curioso e sonhador.
Um quarto dos adolescentes não frequentou cursos de artes, mas dos que frequentaram tem nas artes cênicas – dança e teatro – suas principais manifestações, e muitos também frequentaram aulas de música e artes plásticas. Como resultado disso, a grande maioria já participou de apresentações artísticas ao público.
Mais da metade dos adolescentes tem interesse em participar de uma apresentação teatral como atores.
Grande parte dos adolescentes frequentam apresentações teatrais, sendo as apresentações em escolas e/ou na SCAR, onde mais da metade dos espetáculos foi de grupos Jaraguaenses. 28,2% informaram não ter frequentado nenhuma apresentação teatral nos últimos 3 anos.
Tem preferência por espetáculos de comédia, com atores da sua idade ou adultos, onde o que mais chama a atenção é o título ou o tema. Não gostam de espetáculos com tema dramático – ou chato, como citado em muitas das respostas – ou que apresentem baixa qualidade artística. Dão importância a ir acompanhados por seus amigos ou que tenha um amigo no palco, e também se interessam por espetáculos com elenco famoso e que ocorram nos espaços tradicionais como a SCAR ou SESC.
Em torno da metade dos adolescentes já frequentou espetáculos de dança. Costumam ir ao cinema com amigos ou familiares, assistem filmes de comédia, ação e suspense.
Grande parte tem o hábito de ler ao menos 2 livros ao ano por iniciativa própria, e costuma ler romances e suspenses (geração Harry Potter / Crepúsculo)
Gostam de música pop, rock e sertanejo e metade deles já frequentaram um show em bares ou boates ou um concerto na SCAR ou no Femusc.
Para se comunicar com eles, o formato mais acessível é via internet: redes sociais como Orkut e Facebook e ferramentas de comunicação como MSN sãos formatos mais usados para se comunicarem entre si. Porém para divulgação, o feito boca-a-boca ainda é muito válido, pois grande parte deles se informa sobre os eventos na cidade com amigos na escola.
Conclusão
Analisando a recente tendência no Brasil de dar maior importância ao teatro voltado a adolescentes e mapeando a situação do teatro na cidade de Jaraguá do Sul, vê-se que esta pesquisa vem em hora oportuna quando é necessário que se inicie um movimento para resgatar o público teatral da faixa etária entre 11 e 17 anos.
Com base nos dados coletados vê-se que a oferta de espetáculos voltados ao público juvenil é insipiente, e quando ocorre se dá através de espetáculos infanto-juvenis, de classificação livre ou espetáculos adultos que também podem ser assistidos por jovens: não há atualmente um espetáculo que seja exclusivamente voltado ao adolescente.
O adolescente jaraguaense demonstrou pelas suas respostas que tem interesse pelo teatro, porém a pesquisa também mostrou que é importante atentar para os aspectos únicos do perfil deste público. São jovens que habitam uma cidade com um nível de desenvolvimento considerado alto dentro da situação nacional e por isso tem acesso a arte e cultura. São informados – ou, ao menos, informatizados – e cada vez mais cedo vem definindo seu gosto pessoal quanto a arte. Grande maioria deles já teve acesso a aulas de teatro, e grande parte tem interesse em participar de um espetáculo teatral. Em resumo, o adolescente jaraguaense médio tem expectativas definidas e não se agradará com um espetáculo que não fale sobre seu universo e não utilize sua linguagem.
Um aspecto que não foi possível ser detectado claramente, mas foi levantado pelo grupo de discussão desta pesquisa, é a importância e necessidade de trazer o adolescente como agente ativo de teatro. A pesquisa mostra que há uma significativa parte dos jovens que gostaria de participar de um espetáculo teatral, e também detectou-se que muitos tem interesse em ir ao teatro para prestigiar trabalhos de seus amigos e colegas. Assim, não há necessidade de pensar exclusivamente em grupos profissionais de teatro voltados a adolescentes, mas sim em projetos e eventos onde os grupos jovens de teatro possam se apresentar e disseminar a arte teatral. Projetos como o Folguedo do Boi de Mamão (EMEF Rio Molha), Programa Cultura nos Bairros (com aulas de teatro com o Prof. Paulo César da Silva), e cursos livres de teatro (Grupo Gats e SCAR) mostram que o adolescente no palco é uma boa estratégia para formar público desta faixa etária. Na contramão, a ausência nos últimos anos do INTEJS (Integração do Teatro Estudantil de Jaraguá do Sul) na agenda de eventos da cidade lança o questionamento sobre a importância dada localmente ao teatro estudantil.
Concluindo essa pesquisa, deixa-se um material básico com dados do adolescente jaraguaense. Esperamos que este material possa auxiliar escolas, professores, produtores e grupos de teatro ao pensar o teatro para jovens em Jaraguá do Sul.
Com base nos dados coletados vê-se que a oferta de espetáculos voltados ao público juvenil é insipiente, e quando ocorre se dá através de espetáculos infanto-juvenis, de classificação livre ou espetáculos adultos que também podem ser assistidos por jovens: não há atualmente um espetáculo que seja exclusivamente voltado ao adolescente.
O adolescente jaraguaense demonstrou pelas suas respostas que tem interesse pelo teatro, porém a pesquisa também mostrou que é importante atentar para os aspectos únicos do perfil deste público. São jovens que habitam uma cidade com um nível de desenvolvimento considerado alto dentro da situação nacional e por isso tem acesso a arte e cultura. São informados – ou, ao menos, informatizados – e cada vez mais cedo vem definindo seu gosto pessoal quanto a arte. Grande maioria deles já teve acesso a aulas de teatro, e grande parte tem interesse em participar de um espetáculo teatral. Em resumo, o adolescente jaraguaense médio tem expectativas definidas e não se agradará com um espetáculo que não fale sobre seu universo e não utilize sua linguagem.
Um aspecto que não foi possível ser detectado claramente, mas foi levantado pelo grupo de discussão desta pesquisa, é a importância e necessidade de trazer o adolescente como agente ativo de teatro. A pesquisa mostra que há uma significativa parte dos jovens que gostaria de participar de um espetáculo teatral, e também detectou-se que muitos tem interesse em ir ao teatro para prestigiar trabalhos de seus amigos e colegas. Assim, não há necessidade de pensar exclusivamente em grupos profissionais de teatro voltados a adolescentes, mas sim em projetos e eventos onde os grupos jovens de teatro possam se apresentar e disseminar a arte teatral. Projetos como o Folguedo do Boi de Mamão (EMEF Rio Molha), Programa Cultura nos Bairros (com aulas de teatro com o Prof. Paulo César da Silva), e cursos livres de teatro (Grupo Gats e SCAR) mostram que o adolescente no palco é uma boa estratégia para formar público desta faixa etária. Na contramão, a ausência nos últimos anos do INTEJS (Integração do Teatro Estudantil de Jaraguá do Sul) na agenda de eventos da cidade lança o questionamento sobre a importância dada localmente ao teatro estudantil.
Concluindo essa pesquisa, deixa-se um material básico com dados do adolescente jaraguaense. Esperamos que este material possa auxiliar escolas, professores, produtores e grupos de teatro ao pensar o teatro para jovens em Jaraguá do Sul.
Referências Bibliográficas
Barcellos, Caco; Paiva, Marcelo Rubens; Farr, David e Johnson, Judih: Conexões: Nova Dramaturgia para jovens. Editora Célia Helena Teatro Escola, 2007
Cepetin: Centro de Pesquisa e Estudo de Teatro Infanto-juvenil - http://www.cepetin.com.br/default.asp
Cia Arthur-Arnaldo: Blog da Cia
http://arthur-arnaldo.zip.net/arch2010-01-24_2010-01-30.html
Oliveira, Vera Barros de; Bossa, Nádia Aparecida: Avaliação Psicopedagógica do Adolescente. Editora Vozes, 1998.
Prado, Décio de Almeida: O Teatro Brasileiro Moderno. Editora Perspectiva, 2008.
Cepetin: Centro de Pesquisa e Estudo de Teatro Infanto-juvenil - http://www.cepetin.com.br/default.asp
Cia Arthur-Arnaldo: Blog da Cia
http://arthur-arnaldo.zip.net/arch2010-01-24_2010-01-30.html
Oliveira, Vera Barros de; Bossa, Nádia Aparecida: Avaliação Psicopedagógica do Adolescente. Editora Vozes, 1998.
Prado, Décio de Almeida: O Teatro Brasileiro Moderno. Editora Perspectiva, 2008.
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